Autoridades da Polícia Federal da Argentina se recusaram a informar, nesta terça (27/10), se o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) está em território argentino. O pedido partiu da PF brasileira, que apura rumores de que o parlamentar teria deixado o Brasil após a disputa presidencial. Não há confirmação oficial de saída do país e o senador não está proibido de circular dentro do Brasil.

Fontes da PF relataram a existência da suspeita de um jato particular aguardando em solo argentino para levar Flávio aos Estados Unidos, mas sem registro de decolagem até o momento. O site Infobae publicou que o congressista teria cruzado a fronteira e embarcado rumo aos EUA. Autoridades argentinas, segundo reportagem de Natália Martins (R7), disseram que não podem fornecer informações sobre ‘pessoa politicamente exposta’.

A apuração brasileira ocorre num contexto em que os passaportes de Flávio foram bloqueados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O senador é alvo de ao menos dois inquéritos no STF, relacionados ao filme Dark Horse, à ligação com o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, e a um suposto esquema de lavagem envolvendo o advogado Willer Tomaz.

A negativa argentina altera o ritmo das diligências e expõe uma limitação prática da atuação doméstica diante de movimentos transnacionais. Para a PF, a falta de cooperação pública dificulta confirmar ou descartar uma saída do país — e, politicamente, alimenta incerteza sobre a capacidade das autoridades de efetivar medidas cautelares em tempo real. O episódio tende a aumentar a pressão sobre órgãos de controle e sobre a narrativa do próprio senador nas próximas semanas.