O comitê de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Joinville (SC) foi alvo de um ataque na noite de segunda-feira (19/10). Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que um homem, segundo relatos de apoiadores presentes, arremessa uma pedra em direção à porta de vidro enquanto integrantes da campanha realizavam uma reunião.

A candidata a deputada estadual pelo PCdoB, Larissa Stephanie, afirmou que o episódio não é isolado e que a equipe protocolou boletim de ocorrência. Segundo ela, as imagens das câmeras de segurança serão entregues às autoridades para identificação do autor. A reportagem procurou a Polícia Militar e a Polícia Civil; as instituições foram acionadas e ainda não haviam retornado até a publicação. O comitê permanece em atividade.

O ataque ocorre num contexto de crescente violência política documentada por organizações civis. Um estudo preliminar das organizações Terra de Direitos e Justiça Global registrou 354 episódios entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026 — média de uma ocorrência a cada 44 horas e alta de 18,4% em relação ao período pré-eleitoral anterior. O levantamento aponta ainda que 2025 foi o ano mais violento da série, com 225 casos, e que ataques têm mirado, sobretudo, o exercício parlamentar municipal.

Além do risco físico imediato, incidentes como o de Joinville têm impacto político: ampliam a sensação de insegurança de militantes, dificultam a atividade partidária local e cobram uma resposta mais firme das forças de segurança e do Judiciário. Para partidos e autoridades, o desafio é transformar a constatação estatística em medidas preventivas e investigação célere que inibam a repetição desses episódios.