A nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira revela que o senador Flávio Bolsonaro registra a maior taxa de rejeição entre os nomes testados: 52,9% dos eleitores dizem que não votariam nele. O presidente Lula aparece em seguida, com rejeição de 49,4%. Outros nomes com índices elevados são Jair Bolsonaro (42,6%), Michelle Bolsonaro (39,2%), Renan Santos (38%) e Romeu Zema (37,7%).
Além das rejeições, o levantamento mediu o receio dos eleitores sobre possíveis desfechos eleitorais: 46,6% admitem temer a eleição de Flávio, enquanto 44,6% manifestam preocupação com a reeleição de Lula; 8,7% apontam receio diante de ambos os cenários. Esses números não apenas expõem desgaste pessoal, mas também acendem alerta político para estratégias de campanha: candidatos com alta rejeição enfrentam teto eleitoral e dificuldade de expansão de apoio.
A avaliação do governo complementa o quadro: 51,2% dos entrevistados desaprovam a gestão, ante 47,6% que a aprovam. Na mesma pesquisa, 49,3% classificam o governo como “ruim/péssimo”, 37,9% como “ótimo/bom” e 12,7% como “regular”. Para o ambiente político, a prevalência da desaprovação indica pressão adicional sobre a base governista e motivo para ajustes de comunicação e agenda, sobretudo em áreas com impacto direto na vida do cidadão.
A Atlas/Bloomberg ouviu 5.021 eleitores entre 22 e 27 de julho por recrutamento digital aleatório; a margem de erro é de 1 ponto percentual (95% de confiança) e a pesquisa está registrada no TSE sob BR-08602/2026. Trata-se de um retrato pontual que sinaliza desafios para ambos os polos políticos, mas não determina desfechos definitivos para 2026.