A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira reafirma a competitividade da disputa pelo governo de Pernambuco e revela um quadro apertado entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). No primeiro turno, Lyra aparece com 48,6% das intenções de voto e Campos com 47,4% — diferença dentro da margem de erro de dois pontos, o que configura um empate técnico.

O empate também se repete na simulação de segundo turno: 49,2% para Raquel e 48,5% para João Campos, com brancos, nulos e indecisos somando pouco mais de 2 pontos percentuais. A comparação com a rodada anterior mostra estabilidade relativa de Lyra (48,7% antes) e avanço de Campos (de 45,6% para 47,4%), enquanto no cenário do segundo turno a governadora recuou de 51,1% para 49,2% e o ex-prefeito cresceu levemente.

Além das intenções de voto, a pesquisa traz indicadores de avaliação que ajudam a interpretar o momento político: a gestão de Lyra tem aprovação de 52% dos entrevistados e desaprovação de 42%. Esses números — juntos com a proximidade entre os candidatos — indicam que a eleição está longe de ser definida e que pequenas variações de campanha, alianças ou episódios de mídia podem deslocar o equilíbrio. Para a campanha governista, a estagnação em níveis próximos ao empate amplia o custo político de eventuais erros; para a oposição, o avanço sinaliza possibilidade de disputa ainda mais acirrada.

O levantamento ouviu 1.836 eleitores em Pernambuco por recrutamento digital aleatório entre 15 e 20 de setembro, com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos. As pesquisas foram registradas no TSE (PE-02023/2026 e BR-09256/2026). No plano federal, o mesmo levantamento confirma a liderança folgada de Lula no estado, uma informação relevante para estratégias locais. Em suma, os números acendem um sinal de alerta para ambas as campanhas e pressionam pela definição de iniciativas táticas nos próximos meses.