A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira confirma o senador Cleitinho (Republicanos) na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais, com 41% das intenções de voto. O resultado o coloca 11 pontos à frente de Patrus Ananias (PT), que aparece com 30%. O ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) aponta 9,2%, num quadro em que a vantagem de Cleitinho se destaca, mas ainda está distante de confirmar a vitória em primeiro turno.
O levantamento ouviu 1.804 eleitores entre 30 de agosto e 4 de setembro por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE consta sob os protocolos MG-01579/2026 e BR-05852/2026. Entre os demais, Gabriel Azevedo (MDB) marca 4,7% e está tecnicamente empatado com Ben Mendes (Missão), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD), que aparecem com 4% cada; brancos e nulos somam 0,4% e 2,2% disseram não saber.
Politicamente, o cenário sinalizado pelo levantamento acende um alerta para o PT: Patrus ocupa a posição de segundo lugar, porém com desvantagem consistente que demanda reação rápida para reduzir a distância. A liderança de Cleitinho amplia a pressão sobre eventuais apoios e estratégias de campanha do campo governista em Minas, que terá de ajustar mensagem e mobilização se quiser reconquistar terreno antes da reta final.
A performance de Kalil, inferior à registrada em expectativas iniciais de parte do mercado e da própria base de aliados, indica limitação de espaço para uma terceira via capaz de chegar ao segundo turno. Já a dispersão entre candidatos menores mantém a possibilidade de um segundo turno e transforma alianças e transferências de apoio em fator central para o desfecho da disputa.
Os números configuram um retrato do momento, não uma previsão definitiva. Resta aos concorrentes traduzir intenções em votos: Patrus precisa encurtar a distância; Cleitinho terá de sustentar e ampliar a base; e os candidatos menores buscam consolidar nichos que podem virar diferenciais estratégicos. A pesquisa, por enquanto, complica a narrativa de quem esperava uma disputa mais pulverizada.