A pesquisa AtlasIntel divulgada neste sábado (24/10) coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 50,8% dos votos válidos no segundo turno, ante 49,2% do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, o levantamento — que ouviu 4.990 eleitores entre os dias 18 e 23 de outubro por recrutamento digital — configura empate técnico às vésperas da votação marcada para domingo (25/10). O trabalho foi registrado no TSE sob o número BR-06380/2026 e informou custo declarado de R$ 75 mil.

O recorte por votos válidos exclui brancos e nulos e é o critério usado para projetar o resultado direto entre os candidatos. Num cenário tão apertado, a diferença de um ponto é insuficiente para decretar vencedor e aumenta a importância de fatores como comparecimento às urnas, operações de mobilização e comportamento de eleitores indecisos. A metodologia on-line e o ajuste da amostra por sexo, idade, escolaridade e renda buscam representar o eleitorado, mas a margem reduzida mantém a eleição em aberto e reforça a imprevisibilidade do domingo.

Além do confronto direto, a pesquisa traz indicativos de desgaste do governo: 50,8% dos entrevistados desaprovam a atuação do presidente, contra 47,9% que aprovam. A avaliação da administração federal aponta 49,1% que a consideram "ruim" ou "péssima" e 39,3% que a veem como "ótima" ou "boa". Em linguagem política, esses números expõem desgaste e a pesquisa acende alerta para a campanha governista, que precisa converter avaliação negativa em voto efetivo. Para a oposição e para Flávio, a margem reduzida indica que a disputa pode ser decidida por ações de última hora.

Em resumo, o levantamento da AtlasIntel reafirma um cenário de alta tensão política: tecnicamente empatados, os candidatos ainda dependem da capacidade de mobilizar eleitores e de evitar surpresas no domingo. O resultado confirma que a disputa não está decidida e que os próximos dias serão cruciais para as estratégias finais das campanhas, tanto no esforço de convencer o eleitor indeciso quanto em garantir a presença das bases nas urnas.