A AtlasIntel divulga nesta terça-feira um novo levantamento sobre a corrida presidencial de 2026, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04391/2026. O estudo ouviu 5 mil eleitores entre 23 e 28 de setembro por meio de questionário on-line, teve custo declarado de R$ 75 mil e margem de erro de 1 ponto percentual (95% de confiança). Os resultados serão publicados no site do Correio.

Além das intenções de voto para primeiro e segundo turnos, o questionário testa grau de decisão, rejeição e a imagem de nomes como Lula, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O levantamento também aborda avaliação do governo e percepção sobre inflação, emprego e outros problemas econômicos que pesam eleitoralmente — e inclui reação a medidas recentes, como a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, a reforma tributária e o programa Pé‑de‑Meia.

A pesquisa traz ainda perguntas com potencial de repercussão política na reta final: os entrevistados foram consultados sobre qual candidatura sairia mais prejudicada pela crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e sobre qual grupo político, na percepção pública, estaria mais ligado às fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Perguntas desse tipo tendem a influenciar noticiário e munição de campanha nos dias que antecedem o pleito.

O levantamento chega após a última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 23 de setembro, que apontou empate técnico em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio (diferença numérica de 0,3 ponto). Com margem de erro de 1 ponto, o novo estudo pode confirmar estabilidade ou sinalizar oscilações pequenas, mas politicamente relevantes, capazes de alterar agendas de emergência das campanhas e decisões de última hora sobre alocação de recursos e foco em eleitores indefinidos.

Do ponto de vista político, uma sondagem divulgada a cinco dias do primeiro turno tem efeito prático: além de oferecer um retrato momentâneo do eleitorado, ela pode reposicionar narrativas, gerar pressões para mudanças táticas e acender alertas em alianças e coordenações de campanha. Há, porém, limites técnicos a considerar: a modalidade on‑line e o curto intervalo entre coleta e divulgação exigem cautela na interpretação — o levantamento é um termômetro, não uma previsão definitiva do resultado.