A AtlasIntel divulga nesta sexta-feira (9/10) sua nova pesquisa sobre o segundo turno da eleição presidencial, medindo a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03663, ouviu 5 mil eleitores entre 3 e 8 de outubro por questionário on-line; a margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. Os resultados serão publicados no site do Correio.

Além das intenções de voto, o questionário avalia o grau de decisão do eleitorado (definidos, passíveis de mudança ou indecisos) e a rejeição a cada candidato. O levantamento também confronta a confiança dos eleitores sobre temas centrais — economia, inflação, saúde, segurança pública, combate à corrupção, geração de empregos e meio ambiente — e mede percepções sobre a situação econômica e expectativas para os próximos seis meses. Há ainda blocos sobre aprovação do governo Lula e imagem de lideranças como Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e outros nomes citados no registro.

No campo político, a pesquisa volta a sondar o impacto da crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal, perguntando se o episódio prejudica mais Lula ou Flávio, e indaga quem o eleitor relaciona ao esquema de fraudes do Banco Master. O conjunto de perguntas faz do levantamento um retrato mais amplo do eleitor e não apenas um termômetro de intenção de voto — informação valiosa para campanhas que precisam calibrar mensagens em áreas específicas e para analistas que buscam sinais de mudança de cenário a 16 dias da votação.

O histórico recente da própria AtlasIntel mostra o grau de volatilidade do eleitorado: em 29 de setembro, a empresa divulgou levantamento que apontou empate técnico entre os dois em disputa direta (Flávio 47,7% e Lula 47,6%), dentro da margem de erro de 1 ponto. Pesquisas como a do Nexus/BTG (Lula 49% x Flávio 43%) oferecem recortes diferentes do mapa eleitoral e tornam essa rodada da AtlasIntel especialmente relevante para abastecer narrativas, ajustar recursos e identificar riscos — sobretudo se os números confirmarem deslocamentos em rejeição, firmeza de voto ou confiança em áreas como economia e segurança.