A AtlasIntel registrou no Tribunal Superior Eleitoral (BR-06939/2026) uma pesquisa nacional sobre intenção de voto para a Presidência, com divulgação prevista para a terça-feira 19 de maio. O levantamento foi aplicado entre 13 e 18 de maio e ouviu 5 mil eleitores em todo o país, com margem de erro estimada em um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O custo informado é de R$ 75 mil, pagos pelo próprio instituto.

O levantamento será o primeiro divulgado pelo instituto após a divulgação de mensagens e áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro e ao empresário Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master — episódio que ganhou repercussão nacional. O questionário inclui cenários de primeiro e segundo turno, com nomes como Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e uma simulação com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio. Também medirá rejeição, com opção para indicar políticos em quem não votariam 'de jeito nenhum'.

Parte central da pesquisa é a apuração direta do impacto político do episódio: pergunta se o eleitor tomou conhecimento do caso, se ouviu os áudios e se foi surpreendido, além de oferecer interpretações distintas sobre o conteúdo (de tentativa de apoio financeiro a indícios de envolvimento no escândalo). Há ainda blocos que sondam se a divulgação deixou o eleitor mais ou menos disposto a votar em Flávio e se isso enfraqueceu sua eventual candidatura — além de questões especificas para eleitores de Jair Bolsonaro sobre a permanência ou retirada de Flávio da corrida.

Do ponto de vista metodológico, a AtlasIntel usará coleta por internet com pós-estratificação por sexo, idade, escolaridade e renda; o plano amostral prevê 52,8% de mulheres, faixa etária mais representada entre 45 e 59 anos (25,5%) e 40,7% com ensino médio completo ou incompleto, além de checagem manual em ao menos 15% dos questionários. Para além dos números brutos, o levantamento terá valor político imediato: por ser o primeiro retrato do eleitorado após o vazamento, seus resultados podem ampliar pressão sobre a estratégia bolsonarista, orientar defesas e substituições de candidatura e influenciar a narrativa pública rumo a 2026 — ainda que, como todo retrato, não deva ser lido como previsão definitiva.