O comício realizado na Avenida Paulista neste domingo (18/10) marca o início da última semana de campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto. A agenda paulistana, que deve reunir milhares de apoiadores, teve presença confirmada de lideranças estaduais como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), além dos deputados federais mais votados Nikolas Ferreira (PL) e Lucas Pavanatto (PL) e da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL).
A mobilização pública reforça a estratégia do PL de mostrar capilaridade e transferência de votos após a votação de primeiro turno. Ainda assim, as pesquisas divulgadas na semana — Datafolha indicando 47% a 45% e Quaest 46% a 44% a favor de Flávio — mantêm o quadro tecnicamente empatado dentro da margem de erro. Na prática, a vantagem numérica não elimina o risco: a disputa segue dependente de turnout e das decisões de eleitores indecisos na reta final.
Nos últimos dias a campanha também apostou em ações de rua, como o chamado 'Bloquinho do 22', com idas a Salvador e Vitória acompanhadas por aliados. Em São Paulo, Flávio permaneceu no ato até o horário previsto e reservou a tarde para descanso e preparação para o debate contra Lula, organizado pela TV Bandeirantes ao lado de um pool de veículos. O confronto televisivo aparece como a principal oportunidade para ampliar ou consolidar a narrativa construída na mobilização de rua.
O Ato na Paulista tem, portanto, função dupla: sinalizar força e energizar a base, mas sobretudo tentar converter visibilidade em votos úteis. Com a margem estreita nas sondagens, qualquer erro no debate ou falha em transformar a presença de lideranças em comparecimento às urnas pode reduzir a vantagem atual. Para a campanha de Lula, o desafio é conter essa transferência e explorar o empate técnico; para Flávio, transformar ativismo em resultado concreto será a medida do sucesso nesta reta final.