A uma semana do segundo turno, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveram neste domingo uma ampla rodada de manifestações em várias capitais, com presença de estudantes, artistas e movimentos sociais. Organizadas sobretudo pelas redes e por diretórios estudantis, as atividades tiveram como objetivo reforçar a mobilização da base e buscar eleitores nas periferias antes da votação de 25/10.

Em Brasília, o protesto começou em frente ao Museu Nacional da República e seguiu em caminhada rumo ao Congresso Nacional, apesar do calor intenso. A mobilização sucedeu outros atos recentes na Esplanada e na UnB, convocados por DCEs e pela UNE. A Secretaria de Segurança Pública informou que não realiza estimativas de público para esses eventos.

No Rio, o cantor Chico Buarque participou de ato convocado pela UNE na Avenida Presidente Vargas, onde fez discurso em defesa do presidente e das instituições; outra mobilização musical ocorreu à tarde em Copacabana, idealizada por Caetano Veloso. Em Salvador, artistas como Gilberto Gil e Daniela Mercury se apresentaram no Clube Espanhol. Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre também registraram atos com foco em ocupação de espaços públicos e em territórios periféricos.

Politicamente, os eventos funcionam como instrumento para tentar estancar a perda de terreno apontada no primeiro turno, quando o senador Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula. A sequência de atos acende alerta sobre a capacidade de capilaridade da campanha petista — o desafio agora é transformar presença e adesão cultural em votos concretos nas seções eleitorais. Para a oposição, a mobilização amplia a necessidade de resposta em campo e nas mensagens ao eleitorado indeciso.

A sequência de manifestações desde 4 de outubro, incluindo a grande concentração na Avenida Paulista no dia 11 com a presença do presidente, mostra uma estratégia centrada em visibilidade e engajamento. Resta à campanha medir nos próximos dias até que ponto a energia das ruas se traduzirá em eleitorado efetivo no dia 25.