Nas eleições de 2026 os eleitores escolherão 27 chapas para governador e vice-governador. Mais do que um cargo de destaque, a chefia do Executivo estadual determina a gestão de serviços públicos essenciais e a aplicação do orçamento local, com efeitos diretos sobre a vida dos cidadãos e sobre a capacidade fiscal dos estados.

A Constituição estadual é a base das competências locais, mas há funções comuns: o governador propõe projetos de lei às assembleias, executa o orçamento aprovado, nomeia e exonera secretários e exerce autoridade administrativa sobre órgãos e sobre as polícias Civil e Militar. Cabe-lhe sancionar ou vetar matérias aprovadas, promulgar leis estaduais e editar decretos necessários à execução das políticas públicas.

O vice-governador integra a mesma chapa e tem a atribuição principal de substituir o titular em afastamentos temporários ou assumir em caso de renúncia, morte ou impedimento. Além disso, pode receber delegações específicas do governador — não existe, porém, um conjunto uniforme de competências para o posto; funções extras dependem da legislação local ou de acordos internos na gestão.

Do ponto de vista político e fiscal, a escolha de governadores afeta prioridades como segurança, saúde, educação e investimento em infraestrutura. A gestão estadual influencia a execução de políticas federais, o equilíbrio fiscal e a percepção pública sobre desempenho administrativo. Em 4 de outubro será o primeiro turno; se necessário, o segundo turno ocorre em 25 de outubro — resultados que, além de definir governos locais, reformulam alianças e sinais para o cenário nacional.