O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, compareceu nesta terça-feira à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para participar de audiência pública sobre as operações entre o BRB e o Banco Master. Antes da sessão, ele se reuniu por quase uma hora com o presidente do colegiado, senador Renan Calheiros, e deixou o local sem falar com a imprensa.
A convocação partiu da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). No requerimento aprovado, a parlamentar pede que o banco detalhe os mecanismos de supervisão, controle e transparência aplicados nas transações com o Banco Master. A expectativa na comissão é de questionamentos rigorosos sobre governança, gestão de riscos e eventuais reflexos dessas operações na saúde financeira da instituição.
O caso já mobiliza parlamentares e órgãos de fiscalização, em um momento de atenção também do mercado. A audiência funciona como medidor político: respostas insuficientes ou falta de documentos poderão ampliar desgaste, reforçar dúvidas sobre controles internos e aumentar a pressão por apurações mais formais. Para a gestão do BRB, trata‑se de uma janela para reduzir incertezas — ou de um ponto de inflexão com custo reputacional.
Senadores prometem usar a sessão para requerer informações atualizadas e avaliar medidas corretivas adotadas pela atual administração. Ainda que a audiência não determine resultados imediatos, ela acende alerta institucional e tende a complicar a narrativa oficial caso persistam lacunas de transparência ou explicações evasivas.