Em sabatina promovida pelo Correio Braziliense nesta terça-feira (28/7), o pré-candidato do Avante Augusto Cury defendeu uma reforma do Judiciário com foco no Supremo Tribunal Federal. Entre as propostas apresentadas, ele sugeriu o fim dos cargos vitalícios e a imposição de mandatos de oito anos para os ministros, na avaliação de que a rotatividade renovaria a Corte.
Cury propôs ainda revisar o modelo de escolha dos integrantes do STF, retirando a indicação exclusiva do presidente da República. Para ele, a maior parte das vagas deveria ser preenchida por magistrados selecionados por entidades da categoria, com assentos também definidos pelo Ministério Público e um representante indicado pela OAB.
O presidenciável justificou a proposta como forma de fortalecer a legitimidade da Corte, reduzir a concentração de poder e diminuir a influência do Executivo sobre o Judiciário. Defendeu também critérios mais rigorosos para futuros ministros, como histórico ilibado e currículo jurídico destacado.
A sugestão surge na primeira rodada de entrevistas do Correio, com apoio de associações de auditores fiscais, e tem potencial para recriar o debate sobre separação de poderes e reforma institucional. Se for levantada no Congresso, a medida deverá enfrentar análise jurídica e resistência de setores que discutem riscos de politização da Corte, ampliando a disputa sobre como garantir independência e renovação.