Durante debate promovido pela Band, o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou que, se eleito, buscará as melhores relações possíveis com os Estados Unidos, sem, segundo ele, adotar postura de subserviência. Participaram do programa outros presidenciáveis, entre eles Renan Santos e Ronaldo Caiado.
Cury criticou a política externa que, na sua visão, teria cedido a pressões tarifárias e citou a elevada dívida americana como sinal de tensão externa. Rejeitou a ideia de sacrificar a competitividade das exportações brasileiras com tarifas elevadas, e disse pretender pacificar as relações sem abrir mão dos interesses nacionais.
O candidato anunciou ainda um plano para 'repaginar' todas as embaixadas — transformá‑las em plataformas de inovação e promoção tecnológica, e não apenas em escritórios de comercialização de commodities. Apontou propostas industriais, processamento de terras raras, energias renováveis e hidrogênio verde, e uma meta ambiciosa: dobrar a produção de grãos de 350 para 700 milhões de toneladas em dez anos.
As declarações apontam para um projeto de política externa mais pró‑ativa e para uma agenda agroindustrial de largo fôlego. Mas promessas desse porte implicam desafios técnicos, logísticos e fiscais significativos: ampliar a produção nessa escala exige políticas setoriais detalhadas, investimentos em infraestrutura e acesso a mercados. Sem apresentação de medidas concretas, a promessa pode virar ponto de pressão política e abrir espaço para questionamentos sobre viabilidade e custo.