Uma proposta legislativa de 2007 que sugeria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “Padroeira do Brasil” voltou a circular nas redes sociais e reacendeu uma polêmica de duas décadas. O projeto (PL 2623/2007), apresentado quando Victorio Galli ainda estava no MDB, foi arquivado no ano seguinte e não avançou no Congresso.
A reviravolta pública ocorreu quando mensagens online passaram a associar a autoria da proposta ao senador Flávio Bolsonaro. Diante da repercussão, Flávio negou qualquer intenção de alterar o título concedido à santa. A associação, porém, colocou pressão política sobre a campanha e obrigou esclarecimentos públicos.
Galli, que não renovou mandato em 2018 e integrou o governo Bolsonaro como assessor especial em 2019 na Casa Civil de Onyx Lorenzoni, tem histórico de controvérsias. Ele foi exonerado meses depois depois de ser condenado a pagar R$ 100 mil por declarações consideradas preconceituosas contra pessoas LGBTQIA+, em ação movida pela Defensoria Pública de Mato Grosso.
Hoje candidato a uma vaga de deputado federal pelo PP em Mato Grosso, Galli enfrenta o custo político de ter um passado que voltou ao debate público. A repercussão do caso ilustra como propostas antigas e episódios controversos podem ressurgir e acender alerta sobre imagem e estratégia eleitoral, tanto para o autor quanto para aliados ligados a ele.