Em sabatina promovida pelo Correio Braziliense, o pré-candidato Leonardo Avalanche (PRTB) rechaçou nesta terça-feira (28/7) qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e classificou as acusações como "fake news" originadas durante a disputa eleitoral de 2024 em São Paulo. Segundo Avalanche, sua trajetória foi alvo de ampla apuração — inclusive pela Polícia Federal e pela polícia de São Paulo — e “nada” foi encontrado.
O presidenciável também apresentou uma diretriz dura para segurança pública: a promessa de uma política de "tolerância zero" ao crime organizado e o endurecimento das regras no sistema prisional. Entre as medidas anunciadas está a intenção de extinguir visitas íntimas, que, na avaliação dele, funcionariam como canal para transmitir mensagens entre facções — o que descreveu como prática de "pombo-correio".
Avalanche afirmou que alguns detalhes do combate ao crime serão tratados como segurança de Estado, argumento que busca resguardar táticas operacionais, mas que também dificulta o escrutínio público sobre medidas que afetam direitos fundamentais. A proposta de abolir visitas íntimas, além de controvertida, tende a enfrentar questionamentos jurídicos e críticas de organismos de direitos humanos e da sociedade civil sobre dignidade e ressocialização.
No plano político, o episódio reforça tanto a estratégia do pré-candidato de se apresentar como linha-dura quanto a necessidade de responder ao desgaste provocado pelas suspeitas reaparecidas. A maneira como Avalanche vai transformar intenções de política prisional em propostas viáveis, respeitando limites legais e custos políticos, será um teste para sua capacidade de converter discurso de segurança em políticas públicas aplicáveis.