Em almoço promovido pelo Grupo Lide em São Paulo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, disse nesta sexta-feira (29/5) que costuma ouvir que o Brasil "está precisando de um estadista como Michel Temer". A afirmação foi usada para criticar a ausência de propostas concretas entre os pré-candidatos à Presidência no debate que se instala para 2026. O encontro teve participação de Temer, do vice-governador Felício Ramuth e do prefeito Ricardo Nunes, todos do MDB.

Rossi enfatizou que a disputa deveria ser centrada em projetos, e não em nomes ou em cálculos de rejeição. O alerta tem implicações políticas claras: quando a corrida se reduz a escolher o 'menos rejeitado', perde-se a discussão programática sobre prioridades como responsabilidade fiscal e eficiência administrativa — temas caros ao centro político que o MDB tenta ocupar.

Na mesma fala, o dirigente delineou a estratégia partidária: o MDB afirma contar com dez candidaturas ao governo, 20 ao Senado e uma bancada atual de 37 deputados federais, com meta de eleger entre 45 e 50 deputados e ampliar sua representação no Senado para 12 ou 14 cadeiras. A projeção aponta para uma tática de fortalecimento institucional e barganha eleitoral na formação de alianças.

A mensagem de Baleia Rossi funciona como instrumento duplo: por um lado, busca transmitir experiência e estabilidade — simbolizadas pela referência a Temer; por outro, joga sobre a mesa a cobrança para que pré-candidatos apresentem programas claros. Num quadro em que a seleção de nomes pode privilegiar baixas rejeições, a pressão por propostas torna-se elemento central para definir o equilíbrio político rumo a 2026.