O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, determinou a suspensão de todas as decisões do diretório do Distrito Federal relativas a coligações e candidaturas majoritárias para as eleições de 2026. A medida transforma a disputa local em um caso de alçada nacional e atende a um requerimento do deputado federal Rafael Prudente, subscrito pelos distritais Hermeto, Iolando e Jaqueline Silva, que pediram intervenção na direção regional.

O pedido aponta para um enfraquecimento da coordenação interna após declarações do presidente regional, Wellington Luiz, em favor de uma aliança com a governadora Celina Leão (PP) e diante de um crescente distanciamento entre Celina e o ex-governador Ibaneis Rocha, aliados históricos. Em resposta, Baleia convocou a Executiva Nacional para 11 de junho e formou uma comissão de cinco integrantes para avaliar o quadro; o líder do partido na Câmara, Isnaldo Bulhões, foi indicado relator. Até a reunião, nenhuma deliberação local sobre 2026 poderá ser executada.

A decisão nacionaliza um conflito que poderia ter sido tratado internamente e impõe um intervalo forçado nas articulações eleitorais do DF. Politicamente, o gesto expõe desgaste da cúpula regional e cria custo temporal e estratégico para candidatos e aliados que já vinham costurando apoios. A centralização freia movimentos táticos e aumenta a pressão sobre lideranças locais para recompor consensos antes que a Executiva decida o rumo das alianças.

Do ponto de vista institucional, a intervenção sinaliza que a direção nacional está disposta a intervir quando rupturas locais ameaçam a unidade partidária — um sinal com efeito prático para outras legendas em disputa no calendário eleitoral. Para o MDB-DF, a ordem de suspensão adia definições sensíveis e obriga acomodação política rápida: se a pacificação não vier, o custo eleitoral e a perda de capacidade de negociação podem prejudicar o desempenho do partido em 2026.