Em ato realizado na Avenida Paulista, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal e pediu aos apoiadores que elejam senadores de direita com a missão de viabilizar o impeachment de ministros, tendo como alvo principal o ministro Alexandre de Moraes. Ela afirmou que é necessário um Senado capaz de “colocar ordem” e restaurar a autoridade do Congresso e do povo.

Kicis voltou a defender a investigação e a responsabilização de magistrados que, na sua avaliação, praticam perseguição e censura. A deputada também declarou apoio ao ministro André Mendonça durante a recente crise no STF e afirmou ser preciso afastar, investigar e, se for o caso, prender quem estiver perseguindo adversários políticos e cerceando cidadãos.

No ato, a parlamentar disse ter recebido um abraço de Michelle Bolsonaro, que não participou da manifestação por estar acompanhando o ex‑presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília. A presença simbólica de nomes ligados ao bolsonarismo reforça a costura entre candidaturas e a pauta de confrontação com o Judiciário.

O discurso intensifica a agenda de confrontação entre parte do Congresso e o STF e pressiona por respostas institucionais que passam necessariamente pelo Senado — casa que, na visão de Kicis, deveria funcionar como instrumento de contenção e de responsabilização de ministros. A proposta levanta, contudo, questões sobre o uso político do rito de impeachment e sobre o fortalecimento da tensão institucional às vésperas de um ciclo eleitoral.