Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro começaram a ocupar a Avenida Paulista na tarde de 7 de Setembro, concentrando-se nas imediações do MASP e ocupando cerca de dois quarteirões da via. Vestidos majoritariamente de verde e amarelo, os presentes carregaram faixas e entoaram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

O ato, convocado pelo filho e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, teve início com o Hino Nacional e incluiu orações e louvores em posse de líderes evangélicos. André Mendonça recebeu tratamento distinto: foi alvo de pedidos de oração, teve um boneco inflável instalado nas proximidades e foi exaltado por apoiadores em referência ao caso do Banco Master.

Organizadores e participantes destacaram nomes como o pastor Silas Malafaia e a presença confirmada do governador e candidato Tarcísio de Freitas. A mobilização vinha sendo convocada há semanas e ganhou novo impulso após a divulgação de conversas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, fato que reapimentou o discurso contra o STF entre os manifestantes.

Politicamente, o 7 de Setembro volta a ser usado como vitrine de campanha pelo bolsonarismo, o que reacende a disputa simbólica em torno de datas cívicas e reforça a polarização. O movimento sinaliza capacidade de mobilização da base e acende alerta sobre o uso de atos públicos como instrumento eleitoral e de pressão sobre instituições, questão que tende a repercutir na campanha presidencial.