O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, para a realização de cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador do ombro direito. Segundo o boletim médico divulgado por volta das 14h, a operação ocorreu sem intercorrências e o paciente segue em observação.
O documento da equipe aponta que, "no momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica". A assistência foi assinada por especialistas como Alexandre Firmino Paniago (ortopedista e cirurgião de ombro), Claudio Birolini (cirurgião geral), os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e Allisson B. Barcelos Borges, diretor-geral do hospital.
A intervenção foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após manifestação favorável do procurador‑geral da República, Paulo Gonet. Nos autos foram anexados exames e relatório fisioterapêutico que, segundo a defesa, indicavam a necessidade do procedimento. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, após tratamento por pneumonia, e foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses na ação sobre a trama golpista.
Além do aspecto médico, o episódio tem dimensão política e jurídica: a exigência de autorização judicial para o procedimento ressalta a interseção entre cuidados de saúde e controle do cumprimento da pena. A operação sem intercorrências deve ser registrada como rotina clínica, mas a saída do hospital e o retorno à prisão domiciliar mantêm o debate público sobre tratamento diferenciado e transparência, sem alterar a condenação já proferida pelo Supremo.