O ex‑presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta‑feira no hospital DF Star, em Brasília, para a realização de um procedimento ortopédico no ombro direito. A cirurgia, voltada à reparação do manguito rotador e lesões associadas, contou com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A internação e a informação sobre o procedimento foram confirmadas pela ex‑primeira dama Michele Bolsonaro, que pediu orações nas redes sociais.

A equipe médica informou que Bolsonaro passou por exames preparatórios e por sessões de fisioterapia pré‑operatória nos últimos dias, com evolução considerada adequada para o ato cirúrgico. Os médicos responsáveis explicaram que, além da cirurgia, haverá acompanhamento para o pós‑operatório e reabilitação funcional mediante avaliação clínica continuada.

A Procuradoria‑Geral da República já havia se manifestado favoravelmente ao pedido da defesa, que originalmente solicitou datas no final de abril; a autorização judicial foi deferida posteriormente. A defesa também requereu que o aval judicial incluísse todas as etapas do tratamento — internação, cirurgia, pós‑operatório e reabilitação — enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em caráter humanitário desde 27 de março.

Relatórios médicos enviados ao STF registram melhora após um quadro de pneumonia bilateral, com recuperação dos sistemas pulmonar e digestivo. O episódio volta a levar ao debate público o tratamento de figuras de alto perfil sob custódia e a atuação do Judiciário diante de pedidos médicos: além do aspecto clínico, a movimentação tem impacto político e repercussão institucional por expor contrastes entre garantias de saúde e o cumprimento de penas.