O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica nesta segunda-feira (4/5) e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, por volta das 14h, retornando ao regime de prisão domiciliar. Na última sexta (1º/5) ele foi submetido a cirurgia artroscópica para reparo do manguito rotador do ombro direito, procedimento que durou cerca de três horas.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro permanecerá com uso de tipóia por aproximadamente seis semanas e só poderá iniciar as sessões de fisioterapia depois desse período. A estimativa divulgada é de recuperação entre seis e nove meses. O ex-presidente ficou internado três dias para analgesia, prevenção de trombose e reabilitação. Não foi informado se a fisioterapia será feita em casa ou exigirá saídas da residência onde cumpre prisão domiciliar.
As dores no ombro tiveram início após uma queda na Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. No final de março, ele já havia recebido prisão domiciliar por seis meses por conta de internação por broncopneumonia. A concessão, feita pelo ministro Alexandre de Moraes em caráter humanitário e com uso de tornozeleira eletrônica, será reavaliada em junho.
Além do quadro clínico, a sequência de eventos — queda na PF, internações e agora cirurgia com longo prazo de reabilitação — acende alerta sobre a duração do regime domiciliar e mantém o tema sob escrutínio público e judicial. Até a reavaliação do STF, a condição de saúde será elemento central na definição do cumprimento da pena.