O ministro da Secretaria‑Geral, Guilherme Boulos, publicou nesta quinta‑feira no X uma série de vídeos e montagens em que associa o senador Flávio Bolsonaro ao escândalo envolvendo o Banco Master. As postagens ocorreram horas depois de uma operação policial que teve como alvo o senador Ciro Nogueira e incluíram artes com mensagens que tratam o episódio como mais um esquema ligado ao Master.

Em um dos vídeos, Boulos questiona a compra, em 2021, de uma mansão em Brasília avaliada em R$ 6 milhões e levanta dúvidas sobre a compatibilidade do imóvel com a renda declarada do parlamentar — cujo salário como senador é de cerca de R$ 45 mil. O ministro também citou a oferta de juros e condições especiais, menções que remetem às compras de CDBs do Master feitas pelo BRB, usadas nas publicações para sugerir favorecimento.

Além das acusações sobre a aquisição do imóvel, as postagens trazem uma montagem que liga Ciro Nogueira ao grupo bolsonarista, insinuando pagamentos regulares da ordem de R$ 300 mil por mês do Master ao senador do PP. A peça diz ainda, de forma provocativa, que Nogueira teria credenciais para atuar como vice em uma chapa com Flávio Bolsonaro — uma montagem que explora a coincidência da operação policial ocorrida na manhã.

O conteúdo aumenta a pressão política sobre os bolsonaristas ao colocar no debate público ligações financeiras e condições de crédito atípicas associadas ao caso Master. As alegações publicadas por um ministro do governo federal ampliam a carga política do episódio, ainda que se trate, por ora, de suspeitas e insinuações; o desdobrar das investigações e eventuais respostas formais dos citados deverão definir o impacto real sobre o cenário parlamentar e eleitoral.