Ao chegar à cerimônia dos 81 anos do presidente Lula no Palácio da Alvorada, o ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Boulos, definiu como “um dos episódios mais vergonhosos da história do Brasil” a saída do senador Flávio do país: “O cara teve 60 milhões de votos e, em menos de 24 horas, sai do país”, afirmou o ministro.
O episódio ocorre depois de determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o senador entregasse seus passaportes e se abstivesse de deixar o território nacional. Conforme reportagem do Correio, Flávio teria seguido para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais — informação tratada até agora como noticiada por aquele veículo.
Além do caráter simbólico da declaração de Boulos, a saída do senador levanta perguntas práticas e políticas: a desobediência a uma medida judicial, real ou alegada, expõe contradições na estratégia da oposição e amplia desgaste eleitoral para o grupo que se posiciona contra o governo. O caso também acende alerta sobre a efetividade de decisões do Judiciário e sobre a necessidade de respostas institucionalmente claras.
No plano político imediato, a fala do ministro demonstra que o Planalto busca explorar o episódio como sinal de fragilidade e incoerência entre adversários. Para além da repercussão midiática, o caso pode ter custo concreto nas articulações da oposição e virar tema de disputa sobre legalidade e responsabilidade até 2026.