Guilherme Boulos (PSOL) condenou neste domingo (18/10) a presença de um míssil inflável com a inscrição 'Trump Nuke Brazil' durante o ato do 'Bloquinho do 22' na Avenida Paulista. Em redes sociais, o deputado comparou a cena ao episódio protagonizado por Carla Zambelli nas eleições de 2022 e alertou para um efeito negativo sobre a campanha bolsonarista.
O inflável apareceu em manifestação que reuniu apoiadores de Flávio Bolsonaro e nomes do entorno do PL, entre eles Nikolas Ferreira. Estavam presentes também representantes como o prefeito Ricardo Nunes, o governador Tarcísio de Freitas e a coordenadora econômica Daniella Marques. O ato ocorreu a uma semana do segundo turno, o que, segundo observadores, amplia o potencial simbólico da imagem.
Boulos disse que a cena pode afastar eleitores indecisos da candidatura associada ao bolsonarismo, lembrando que, em 2022, o caso em que Zambelli perseguiu um homem com uma arma teve impacto sobre a percepção pública do movimento. Para o deputado, a exibição de mensagens que defendem ataque ao país é indecente e merece divulgação ampla para que os eleitores avaliem o que foi defendido no ato.
Além do choque da mensagem, a presença do inflável expôs uma contradição apontada por críticos: a organização do evento chegou a pedir a remoção de símbolos estrangeiros, mas não impediu a exibição do artefato. Politicamente, o episódio acende alerta para a campanha governista e pode aumentar o desgaste ao reforçar narrativas de radicalização, obrigando aliados a dar explicações ou a adotar recuos táticos.
A uma semana do pleito, imagens como essa tendem a ganhar circulação intensa e a ser capitalizadas por adversários. Mesmo sem sinais de reação oficial à exibição, o caso complica a narrativa pública do movimento e coloca a coordenação de campanha diante do dilema entre controlar a militância nas ruas e preservar um discurso de patriotismo e normalidade.