Em Barcelona, na 1ª Cúpula Brasil-Espanha, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Pedro Sánchez formalizaram nesta sexta uma série de acordos nas áreas de regulação das big techs, tecnologia digital, minerais estratégicos e políticas sociais. Autoridades de ambos os países concluíram negociações setoriais que consolidaram os documentos assinados no encontro bilateral.

O governo brasileiro destacou que a Espanha é um dos maiores investidores no país, com presença forte em telecomunicações, finanças, energia e infraestrutura. Empresas espanholas venceram dezenas de projetos no Programa de Parcerias e Investimentos, que, segundo Brasília, reúnem aportes superiores a US$ 10 bilhões, reforçando o viés econômico da visita.

No plano tecnológico, o pacto prevê colaboração entre centros como o Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona e o Laboratório Nacional de Computação Científica para desenvolvimento conjunto em inteligência artificial e capacidades digitais. A agenda expressa a preocupação compartilhada sobre o poder das grandes plataformas; autoridades brasileiras advertiram que, sem marcos regulatórios, há risco de concentração de dados e poder que compromete a soberania.

Além da dimensão tecnológica, as parcerias incluem cooperação em cadeias de minerais estratégicos e compromissos sociais, do combate à violência de gênero à promoção da igualdade racial. Politicamente, o acordo dá ao governo uma vitrine internacional, mas também eleva a cobrança para transformar intenções em políticas públicas eficazes: será necessário avançar em regulação, investimentos produtivos e execução concreta para que a cooperação gere impacto real no país.