Neste domingo, 158,7 milhões de eleitores são esperados às urnas entre 8h e 17h (horário de Brasília) para escolher presidente, governadores, dois senadores e deputados. O Tribunal Superior Eleitoral lembra que celulares e equipamentos que comprometam o sigilo devem ficar fora da cabine; a ordem de votação na urna eletrônica começa pelo deputado federal e termina no presidente.
Na véspera, os dois principais candidatos fecharam suas campanhas em São Paulo: o presidente realizou caminhada na Avenida Paulista, com forte presença de bandeiras vermelhas e apoiadores, enquanto o senador promoveu motociata entre cidades do interior paulista. Os atos repetiram o roteiro conhecido da reta final: mobilização de bases e ênfase em voto de rua.
O tom das manifestações apontou para a intensidade da disputa. Lula enquadrou a eleição como um confronto com a corrupção e a “barbárie”, classificando o rival com termos contundentes; Flávio Bolsonaro voltou a atacar o Supremo e a dizer que o Judiciário e o Executivo teriam influência indevida sobre o Congresso. Esses posicionamentos acendem alerta sobre tensão institucional e a possibilidade de judicialização do pós-eleição.
Candidatos menores adotaram estratégias distintas: Ronaldo Caiado fechou campanha em Goiás e negou recuo a favor de Bolsonaro; Romeu Zema preferiu privacidade em Minas; Augusto Cury e Renan Santos fizeram transmissões e aparições voltadas a nichos. O balanço mostra disputa mais fragmentada para cargos estaduais e a centralidade do embate presidencial.
O domingo, portanto, será menos sobre surpresas logísticas e mais sobre o impacto político dos resultados: a amplitude da vitória ou a permanência da polarização vão definir a margem de governabilidade, a pressão sobre instituições e a pauta legislativa dos próximos meses.