Brasileiros residentes na Nova Zelândia e na Austrália iniciaram a votação no primeiro turno já na tarde de Brasília, devido ao fuso horário. No exterior, o sufrágio se limita à escolha de presidente e vice; ao todo, mais de 918 mil eleitores estão inscritos em 186 cidades fora do país, pouco mais de 0,5% do eleitorado nacional.
Na Nova Zelândia as seções abriram às 8h locais — o equivalente a 16h em Brasília — e, em seguida, começaram a funcionar as mesas na Austrália. A coordenação da operação é feita pela Zona Eleitoral do Exterior, vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, com 146 embaixadas e consulados mobilizados pelo Itamaraty para receber os eleitores.
O perfil dos inscritos no exterior apresenta maioria feminina, com 57% contra 43% de homens; 52% se declararam solteiros. Embora representem parcela reduzida do eleitorado, esses votos podem ser decisivos em cenários muito apertados e têm peso simbólico para campanhas que buscam projeção internacional e engajamento diaspora.
A logística exige precisão: transporte de urnas, segurança do processo e comunicação com seções espalhadas pelo mundo somam desafios operacionais e custos para a rede diplomática. A Justiça Eleitoral e o Ministério das Relações Exteriores precisarão manter a coordenação até o encerramento das votações em todos os fusos, para evitar atrasos ou problemas de apuração.
Para partidos e candidatos, o eleitorado no exterior funciona como um segmento específico a ser monitorado — não apenas por seu tamanho, mas pela concentração em cidades estratégicas e pela visibilidade internacional que campanhas externas proporcionam. Em eleições equilibradas, cada voto do exterior pode alterar margens e narrativas.