A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira revela que 41% dos entrevistados avaliam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssimo, ante 35% que o consideram ótimo ou bom. O total que vê a gestão como regular é de 24% e 1% não soube ou não respondeu. O levantamento ouviu 2.003 pessoas por telefone entre 10 e 12 de julho; a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No recorte de aprovação, o estudo mostra empate técnico: 47% aprovam e 47% desaprovam a gestão, com 6% de indecisos ou sem resposta. O placar simétrico indica estagnação e menor folga política para avanços em pautas sensíveis, especialmente em um momento em que sinais econômicos e reformas exigem capacidade de articulação no Congresso.

A diferença de seis pontos entre avaliação ruim/péssima e ótima/boa (41% contra 35%) expõe desgaste que, apesar de estável em comparação ao levantamento anterior — variação de um ponto dentro da margem de erro —, não deixa espaço para acomodação. Para o Palácio, números assim complicam a narrativa governista e ampliam pressão por resultados concretos que revertam percepções negativas.

O retrato traçado pela BTG/Nexus é, sobretudo, um sinal político: empate na aprovação limita capital político, aumenta o custo de medidas impopulares e reforça a necessidade de ajustes de estratégia até 2026. A pesquisa é um retrato do momento, não uma previsão, mas acende alerta sobre a margem reduzida de manobra do governo.