O levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostra um quadro eleitoral apertado: no cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro com 37% — diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no TSE (BR-02874/2026) e ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 31 de julho e 2 de agosto, com nível de confiança de 95%.
No segundo turno, o embate direto entre os dois segue embolado: Lula tem 46% contra 45% de Flávio, novamente em empate técnico. O levantamento também simula disputas contra outros nomes: contra Ronaldo Caiado é 46% a 42% (empate técnico); contra Romeu Zema, 46% a 40%; e contra Renan Santos, 47% a 37%, cenário em que a vantagem de Lula supera a margem de erro. Em confrontos mais diretos, votos em branco, nulo ou indecisos chegam a patamares relevantes, entre 8% e 13% dependendo do cenário.
Politicamente, os números realçam duas dinâmicas: a recuperação do desempenho de Flávio Bolsonaro — que voltou a níveis vistos em abril após a crise desencadeada em maio pela divulgação de um áudio — e a perda da folga que parecia consolidada para o presidente. O estreitamento da disputa reduz o espaço de manobra do governo e ao mesmo tempo reabilita a narrativa oposicionista, que ganha tração ao transformar uma vantagem nominal em disputa aberta.
Para 2026, o retrato sinaliza aumento da pressão sobre as estratégias de campanha. O empate técnico implica que mobilização, taxa de rejeição e capacidade de ampliar alianças serão decisivos. Com margem de erro estreita e parcela significativa de eleitores indecisos ou que optam por branco/nulo, ambas as campanhas terão que ajustar mensagem, logística e foco em segmentos-chave se quiserem transformar números momentâneos em tendência consolidada.