A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira aponta alta da aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 45% para 47,2%, e queda da desaprovação, de 50% para 48,8%. O levantamento, realizado por telefone entre 16 e 18 de outubro, ouviu 2.002 eleitores; a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto passou a divulgar os resultados com uma casa decimal e alerta que arredondamentos podem levar a pequenas variações na soma dos percentuais.
Do ponto de vista político, a variação representa uma recuperação modesta do presidente, mas que fica próxima ao limite da margem de erro, o que reduz a força da leitura de uma tendência consolidada. Ainda assim, o recuo na desaprovação e a subida da aprovação podem dar algum respiro ao Planalto, enquanto mantêm um quadro eleitoral apertado para quem busca a reeleição. A parcela de eleitores que não soube responder também diminuiu ligeiramente, sinalizando leve estabilização do juízo público.
A avaliação do governo segue dividida: ótimos/boas somam 32,4% (ante 34% na rodada anterior), ruim/péssimo recuou de 45% para 42,9% e a avaliação regular subiu de 20% para 23,6%. Esses números mostram que, apesar do movimento favorável em aprovação, a percepção negativa do governo permanece relevante e pode limitar espaço político e eleitoral nas próximas semanas.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04499/2026. Analistas e campanhas devem interpretar o levantamento como retrato de momento, não previsão definitiva: a leitura mais prudente é que houve um alívio pontual para o governo, mas o cenário segue competitivo e exige reação estratégica para transformar melhoria em tendência consistente.