A quinta rodada da pesquisa BTG‑Nexus, realizada entre 26 e 28 de junho com 2.009 entrevistados e registrada no TSE sob o número BR‑08521/2026, aponta Lula com 47% e o senador Flávio Bolsonaro com 44% num eventual segundo turno. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o quadro é considerado empate técnico e marca redução da vantagem do presidente em relação ao levantamento anterior, de 15 de junho, quando Lula aparecia com 49% contra 43% de Flávio — uma diferença que, naquele momento, extrapolava a margem de erro.

No primeiro turno, o estudo mantém Lula na liderança com 42% e Flávio em segundo, com 34%. Entre os demais, aparecem Ronaldo Caiado (5%), Renan Santos (4%) e Romeu Zema (3%); Joaquim Barbosa, Augusto Cury, Aécio Neves e Cabo Daciolo registram 1% cada. Em simulações alternativas de segundo turno, o levantamento indica vantagem consistente de Lula sobre Romeu Zema (48% a 38%), Ronaldo Caiado (47% a 39%) e Renan Santos (48% a 36%).

Os índices de rejeição elevam o nível de alerta político: Flávio Bolsonaro tem 51% de rejeição e Lula 49%. Entre os nomes avaliados, Aécio Neves lidera a rejeição, com 75% entre eleitores que o conhecem. Esses números mostram que, além da proximidade nas intenções de voto, ambos os polos carregam um alto custo de impopularidade que pode influir decisivamente em cenários de transferência de votos e mobilização eleitoral.

Do ponto de vista político, a oscilação registrada pela BTG‑Nexus chama atenção por transformar vantagem confortável em disputa técnica e por aumentar a pressão sobre a campanha do governo. A pesquisa funciona como um retrato do momento: indica perda relativa de fôlego para o candidato presidencial e recuperação do adversário, ao mesmo tempo em que reforça a importância de estratégias para reduzir rejeição e consolidar alianças. Ressalte‑se que levantamentos são instantâneos — não previsões —, mas a tendência de queda na diferença entre os dois principais nomes amplia o custo político de eventuais erros e pode obrigar ajustes táticos nos próximos meses.