A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (19/10) registra um cenário de empate técnico entre os dois candidatos no segundo turno: Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% dos votos válidos ante 49,7% de Luiz Inácio Lula da Silva. A vantagem de 0,6 ponto está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que transforma o resultado em um retrato de disputa apertada na reta final.
O levantamento mostra também uma movimentação relevante entre eleitores voláteis. A parcela que diz poder mudar de voto subiu de 6,6% para 8,4% em relação à rodada anterior. Entre os declarados eleitores de Lula, 6% admitem a possibilidade de rever a escolha; entre os de Flávio, esse percentual é de 4,7%. Com um grupo de indecisos e de eleitores suscetíveis maior que a diferença registrada, a peça final da campanha ganha peso estratégico decisivo.
Outro dado que pesa politicamente é a alta rejeição a ambos: 47,8% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, e 46,8% afirmam o mesmo sobre Flávio. Esse duplo teto de rejeição mantém a eleição em terreno de risco para os dois lados, que precisarão combinar capacidade de persuasão com mobilização do eleitorado fiel. No plano das políticas públicas, o estudo mede aprovação ao fim da escala 6x1: 66,2% aprovam a medida. O tema tem forte apoio entre eleitores de Lula (91,4%) e entre trabalhadores domésticos e servidores públicos (81,7% e 75,9%, respectivamente), enquanto 48,6% dos eleitores de Flávio desaprovam a mudança e empresários rejeitam a medida em 56% dos casos.
Metodologia: foram entrevistados 2.002 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro; a margem de erro é de dois pontos, com 95% de confiança. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e registrado no TSE (BR-04499/2026). Na prática, os números acendem alerta para ambas as campanhas: a redução da vantagem de Flávio em relação ao levantamento de 13 de outubro (52% a 48%) e a maior proporção de eleitores suscetíveis ampliam a pressão por ajustes táticos e mensagens focalizadas no último período de mobilização.