A nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31/8), mantém o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no topo da rejeição entre presidenciáveis: 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio, e 49% rejeitam Lula. O levantamento foi feito por telefone com 2.005 pessoas entre 28 e 30 de agosto e tem margem de erro de 2 pontos percentuais (TSE BR-08900/2026).
Em relação a 24 de agosto houve variação discreta: a rejeição a Flávio oscilou dois pontos para cima — dentro da margem de erro — enquanto a de Lula permaneceu estável. É a primeira sondagem nacional após a sabatina de ambos no Jornal Nacional, o que transforma estes números em termômetro imediato da recepção pública às aparições televisivas e às narrativas de campanha.
Os recortes demográficos mostram rejeições distintas que trazem implicações estratégicas. Flávio registra maior rejeição entre mulheres (55%), eleitores com 60 anos ou mais (56%), sem religião (66%) e no Nordeste (59%). Lula tem picos de rejeição entre homens (56%), jovens de 16 a 24 anos (54%), evangélicos (62%) e no Sul (63%). Esses padrões deixam claro pontos de vulnerabilidade para cada lado e exigem ajustes de mensagem e agenda.
O levantamento também aponta movimentações em nomes do centro-direita e na parcela de eleitores que buscam alternativas. A rejeição a Ronaldo Caiado subiu para 37% e a de Romeu Zema alcança 41%; Renan Santos passou de 35% para 40% e segue com alto índice de desconhecimento (35%). O escritor Augusto Cury, cuja rejeição não foi aferida neste questionário, saltou para 11% das intenções de voto e se tornou o terceiro colocado no cenário testado.
Há sinais de fragmentação: 38% dos brasileiros preferem Lula como próximo presidente, 33% apontam para Flávio, um candidato apoiado por Jair Bolsonaro ou um membro da família, e 25% querem um nome independente de ambos — parcela que cresceu 5 pontos em relação ao levantamento anterior. Para 2026, o quadro indica pressão sobre as campanhas tradicionais, espaço ampliado para candidaturas alternativas e risco de um primeiro turno mais pulverizado, exigindo recalibragem estratégica de todos os protagonistas.