A 7ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, com 2.004 entrevistas realizadas entre 24 e 26 de julho e margem de erro de 2 pontos, confirma um cenário de relativa estabilidade — mas com sinais políticos relevantes. No cenário de primeiro turno, o presidente Lula soma 42% das intenções de voto ante 33% de Flávio Bolsonaro. O avanço de Lula é de dois pontos em relação à rodada anterior, enquanto Flávio teve uma leve oscilação negativa de um ponto, o que eleva a vantagem do petista de 6 para 9 pontos percentuais.
No segundo turno, a disputa permanece tecnicamente empatada dentro da margem de erro: Lula figura com 47% e Flávio com 43%. Outro recado do levantamento é o crescimento de nomes da chamada 3ª via: Ronaldo Caiado aparece com 6% no primeiro turno e já empata tecnicamente com Lula em cenário de segundo turno (45% a 43%), reduzindo diferença que era mais folgada semanas atrás. Romeu Zema e Renan Santos também registram avanços modestos nas simulações testadas.
O padrão de decisão do eleitorado merece atenção: 73% dizem ter voto decidido, enquanto 25% admitem mudança, o que mantém espaço para movimentações até as convenções. A rejeição a Lula subiu dois pontos, para 48%, e a de Flávio permanece alta em 50%. Nas legendas da 3ª via houve queda na rejeição, o que ajuda a explicar a melhora relativa desses nomes após o fim da Copa e com a proximidade das convenções partidárias.
Do ponto de vista político, os números oferecem leitura dupla. Para Lula, o crescimento no 1º turno amplia uma vantagem útil, mas a manutenção do empate técnico no 2º turno e o aumento da rejeição expõem fragilidades que a campanha não pode ignorar. Para Flávio Bolsonaro, a estagnação e a taxa de rejeição consistente revelam limitação de teto eleitoral. Já os candidatos da 3ª via ganham tração e obrigam as campanhas majoritárias a recalibrar mensagens e alianças. Em suma: a disputa segue aberta e as próximas semanas, com convenções e definição de apoios, serão decisivas para traduzir essas oscilações em cenários mais definidos.