A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostra um eleitorado dividido: 43% dos entrevistados avaliam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssimo, enquanto 37% o consideram ótimo ou bom. O quadro se reflete também na pergunta de aprovação geral: 48% desaprovam a gestão e 47% aprovam, um empate técnico dentro da margem de erro.

Em comparação com o levantamento anterior, de 27 de julho, o indicador de avaliação ruim/péssimo permaneceu estável, e a parcela que considera o governo ótimo ou bom subiu um ponto (36% para 37%), variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. A avaliação regular recuou de 20% para 18% e os que não souberam responder somaram 2%. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais por telefone entre 31 de julho e 2 de agosto; registro no TSE BR-02874/2026.

O empate técnico entre aprovação e desaprovação complica a narrativa governista de recuperação consolidada. Números próximos expõem fragilidades políticas: qualquer turbulência econômica, crise setorial ou incidente institucional tem potencial ampliado para virar desgaste. Para o Planalto, a leitura prática é dupla: necessidade de apresentar resultados tangíveis e risco de aumento de pressão sobre aliados em votações sensíveis.

Especialistas e estrategistas tendem a ver o levantamento como um retrato do momento, não uma previsão eleitoral definitiva. Ainda assim, a estabilidade nos índices negativos e a proximidade entre os percentuais de aprovação e desaprovação acendem um sinal político — exigem reação coordenada da base e atenção redobrada à comunicação e à execução de medidas com impacto imediato na vida do eleitor.