A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em empate técnico na rejeição: 49% para cada um. O índice mantém Lula estável em relação ao levantamento de 27 de julho e registra ligeira queda para Flávio, que tinha 50% na última medição — variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. O dado expõe um cenário polarizado, em que ambos os polos eleitorais enfrentam dificuldade para reduzir o desgaste junto a parcelas significativas do eleitorado.
No conjunto de intenções, o levantamento mostra 37% dos entrevistados preferindo Lula como próximo presidente (ante 39% na sondagem anterior) e 35% optando por Flávio, também em leve recuo. Uma parte relevante — 22% — diz preferir um candidato fora das rédeas do petismo e do bolsonarismo, cifra repetida em relação ao último levantamento. Entre quem declara preferência por uma terceira via, 45% citam outros nomes, enquanto 17% escolheriam Lula e 17% Flávio como segundas opções. Brancos e nulos somam 1%; não sabem ou não responderam, 3%.
A pesquisa traz ainda índices de desconhecimento e rejeição em outras siglas: Romeu Zema (Novo) registra rejeição de 31% e é desconhecido por 35% dos eleitores; Ronaldo Caiado tem 29% de rejeição e 33% de desconhecimento; Renan Santos (Missão) aparece com 27% de rejeição e é o mais desconhecido, com 47% dizendo não conhecê‑lo. O universo amostrado foi de 2.002 entrevistados com 16 anos ou mais, por telefone, entre 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95% (registro TSE BR-02874/2026).
Do ponto de vista político, o empate na rejeição funciona como um termômetro de instabilidade: para o governo, manter rejeição alta apesar de liderar propostas eleitorais indica limitação de capilaridade e risco de erosão de apoio; para a oposição ligada ao bolsonarismo, a margem elevada confirma o ônus do legado político e familiar. O espaço de 22% favorável à terceira via sugere oportunidade para candidatos que consigam agregar centro e indecisos, mas também aponta fragmentação — vantagem para quem reduzir rejeição e ampliar coalizões. Em suma, os números obrigam ambos os polos a rever mensagens, ampliar alianças e buscar sinais concretos de redução de desgaste até 2026.