Em reação à convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro, o presidenciável do União Brasil, Ronaldo Caiado, declarou que a sua campanha empregará recursos de inteligência artificial apenas dentro dos limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral. Questionado sobre o vídeo que trouxe a imagem do ex-presidente gerada por IA, ele enfatizou a intenção de cumprir as normas e identificar eventuais usos da tecnologia conforme determina o ordenamento eleitoral.
Caiado criticou o eixo da convenção adversária e avaliou que o evento acabou privilegiando ataques e cenas de confronto internacional — com destaque para a participação de Javier Milei — em vez de apresentar propostas concretas ao eleitorado. Na sua avaliação, recorrer à imagem de terceiros por meio de IA não substitui a exposição das ideias e do programa do próprio candidato, e tende a fragilizar a credibilidade da campanha.
O dirigente também ampliou a crítica ao cenário político, afirmando que tanto o presidente Lula quanto Flávio Bolsonaro estariam desviando o foco dos problemas que mais afetam a população: endividamento das famílias, corrupção, narcotráfico e a estagnação econômica. O posicionamento busca reposicionar o União Brasil como alternativa com ênfase em gestão, responsabilidade fiscal e solução de questões concretas.
Apesar do tom crítico, Caiado minimizou impacto político imediato de suas declarações sobre potenciais apoios no segundo turno, argumentando tratar-se de observação sobre fatos públicos. O candidato destacou que quem pretende governar precisa demonstrar autoridade moral e apresentar propostas claras, deixando claro o custo político de campanhas que apostam em artifícios ou em figuras de terceiros em vez de conteúdo próprio. Brasília, DF.