O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, lançou nesta quarta uma crítica dura ao que classificou como omissão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, diante de medidas protecionistas que atingem exportações brasileiras. Em publicação nas redes, Caiado afirmou que as sobretaxas representam um ataque ao agronegócio e exigiu postura mais firme do governo.
O dirigente citou decisões recentes: a China aplicou sobretaxa de 55% sobre carne brasileira após superar cotas; a União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco; e os Estados Unidos discutem uma taxação adicional — Caiado mencionou relatos sobre um imposto de 25%, enquanto há apuração de medida americana que pode chegar a até 37,5% para determinados produtos.
O ex-governador também acusou Flávio Bolsonaro de buscar, junto a autoridades americanas, apenas o adiamento da medida até depois da eleição, em vez de pleitear o cancelamento. Para Caiado, esse gesto demonstra prioridade eleitoral sobre a defesa imediata do setor produtivo que abastece o mercado interno e o exterior.
Além do tom de campanha, a fala expõe um problema prático: a vulnerabilidade das cadeias exportadoras e a percepção de falta de reação coordenada da diplomacia econômica brasileira. Para o agro, as barreiras externas implicam perdas de receita e pressão sobre produtores; politicamente, a sequência de restrições torna mais áspera a agenda do governo em relação ao comércio exterior e pode alimentar desgaste na cena eleitoral.