O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois que o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O pedido da PF, protocolado em 24 de julho, apura possível uso de influência junto ao Ministério da Saúde durante o processo de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis medicinal.
Nas redes sociais, Caiado aproveitou o episódio para denunciar, em termos simbólicos, um padrão que diz observar em gestões do PT: segundo ele, o chefe do Executivo tende a proteger familiares. O ex-governador ampliou a crítica para qualquer governante que se valha do cargo para favorecer parentes, e exigiu o fim dessa prática, sem citar nomes de outros políticos.
A manifestação do oposicionista surge após o presidente Lula reafirmar que respeita a autonomia das instituições e que não interviria em investigações envolvendo seus filhos. A fala do presidente busca blindar institucionalmente sua postura, mas não afasta o efeito político imediato da investigação, que passa a ser explorada pela oposição como exemplo de conflito entre poder e parentesco.
Politicamente, o caso acende alerta para o Planalto: mesmo sem imputação criminal, a investigação amplia desgaste e cria espaço para narrativa adversária sobre favorecimento e falta de transparência. Além do impacto eleitoral, a situação testa a resposta do governo e a capacidade de aliados de conter a erosão de confiança; do ponto de vista institucional, cabe lembrar que autorização do STF é etapa processual, não comprovação de culpa.