O candidato à Presidência Ronaldo Caiado rebateu, nesta segunda-feira (27/7), as agressões verbais do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, exibidas na convenção do PL no último sábado. Caiado classificou as manifestações como inapropriadas e disse ser inaceitável que atores estrangeiros se envolvam na campanha brasileira.

Segundo o ex-governador, as decisões sobre quem deve governar o Brasil precisam ser tomadas pelo eleitorado nacional, sem interferências externas. Na avaliação dele, a postura de um chefe de Estado deve preservar a 'liturgia' do cargo e evitar comentários que desvirtuem o debate interno — postura que, na visão do candidato, Milei não adotou ao atacar um magistrado brasileiro.

O episódio tem potencial para gerar constrangimento diplomático e complicar a costura política do PL, que recebeu o presidente argentino na convenção. Politicamente, a cena expõe um desafio para aliados que tentam domesticidade nas campanhas: reiterar alinhamentos sem transformar diplomacia em arma eleitoral pode ser tarefa delicada à medida que a polarização aumenta.

No mesmo compromisso, Caiado também defendeu sua proposta de segurança pública, dizendo que pretende adaptar medidas testadas em Goiás para o âmbito federal com objetivo de reduzir a violência, e pediu um plano plurianual para dar previsibilidade ao agronegócio, com políticas de crédito e abertura de mercado.