Durante o debate entre presidenciáveis promovido pela Band neste domingo (23/8), o candidato do PSD Ronaldo Caiado afirmou que derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, em sua avaliação, o primeiro passo para reduzir os riscos enfrentados pelo empreendedorismo no país. Também participaram do encontro Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

Caiado voltou a prometer um choque de credibilidade fiscal: disse que não pretende endividar o país, que conterá despesas públicas e que fará a taxa de juros cair a patamares “em torno de 6%”, buscando uma inflação de 3% a 4%. O candidato ainda afirmou que medidas assim recuperariam a economia e evitariam a migração de empresários para países vizinhos, como o Paraguai, além de reivindicar o exemplo de sua gestão em Goiás.

A fala combina sinalização eleitoral direta ao público empresarial com temas caros à agenda liberal — disciplina fiscal e juros menores. No entanto, Caiado não apresentou detalhes sobre o ajuste fiscal necessário, cronograma ou como articularia políticas com o Banco Central para alcançar os números citados. Promessas de queda rápida de juros dependem de uma combinação de política monetária e, principalmente, de consistência fiscal que exigiria medidas e custos políticos não explicitados.

No plano político, a estratégia de transformar a derrota de Lula em condição para restaurar confiança tributária e produtiva busca mobilizar empresários e investidores como base de apoio. Ao mesmo tempo, a ausência de um plano detalhado pode abrir espaço para críticas sobre viabilidade e sustentabilidade das propostas, colocando em evidência a necessidade de respostas mais concretas caso a proposta vire eixo de campanha.