Em discurso no evento 'Rio pelo Brasil', realizado nesta sexta-feira, Ronaldo Caiado afirmou que o Brasil é descrito por alguns como uma "cleptocracia" e acusou a proliferação de escândalos de corroer a confiança nas instituições. O governador e pré-candidato pelo PSD associou as denúncias de corrupção a um enfraquecimento do Estado que estaria ampliando a atuação do crime organizado.

Caiado defendeu que a recuperação da credibilidade pública passa pela construção de uma autoridade moral —resultado, segundo ele, de trajetória pessoal e não de retórica política— e colocou a segurança pública no centro de sua pré-campanha. No pronunciamento, também prometeu resgatar o protagonismo do Itamaraty e adotar postura presidencial mais assertiva em relações externas.

Ao traçar o vínculo entre permissividade institucional e violência, o pré-candidato afirmou que em áreas dominadas por grupos criminosos há até cobrança para candidatos e equipes entrarem em determinados bairros, o que restringe a disputa eleitoral e a presença do Estado. A crítica à conivência entre estruturas de poder e corrupção foi apresentada como explicação para a deterioração da segurança.

Na economia, Caiado criticou a fraca industrialização do país e alertou para perda de oportunidades em setores como minerais críticos e inteligência artificial, reclamando a ausência de um marco regulatório para a nova tecnologia. Politicamente, a estratégia de denunciar corrupção e enfatizar moralidade busca captar eleitores preocupados com ordem e eficiência, mas levanta a questão prática: transformar esse diagnóstico em reformas institucionais e políticas públicas concretas exigirá apoios e propostas detalhadas —um desafio central para qualquer campanha que queira ir além do discurso.