O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (7) em Goiânia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem 'autoridade moral' para tratar de patriotismo e soberania durante o discurso do 7 de Setembro. Em tom acusatório, Caiado responsabilizou o atual governo por retrocessos na segurança e no combate à corrupção, e disse que essas supostas falhas retiram legitimidade ao pronunciamento presidencial.
A fala ocorreu enquanto Caiado assistia ao desfile cívico-militar ao lado do governador e correligionário Daniel Vilela (MDB), sinalizando que a crítica tem também função eleitoral e de articulação regional. Ao vincular a imagem do presidente a problemas de segurança e gestão, o presidenciável busca consolidar uma narrativa de desgaste que pode ser explorada em direção à disputa de 2026.
Além do ataque a Lula, Caiado voltou a prometer que, se eleito, indicará apenas mulheres para vagas no Supremo Tribunal Federal. A proposta tem duplo efeito: por um lado, tenta ampliar apelo entre eleitores sensíveis à representatividade; por outro, representa um movimento claro de orientação política sobre a composição da Corte, o que deverá suscitar debate jurídico e político sobre critérios de indicação.
Na arena política, a combinação de condenação moral do governo e promessa de mudança no STF configura uma estratégia para mobilizar a base conservadora e questionar a autoridade das instituições ligadas ao Executivo. Resta ver até que ponto esse tom agressivo atrairá eleitores indecisos ou aprofundará a polarização, além de pressionar aliados e adversários a recalibrar discursos diante do que se anuncia como disputa em evolução.