No debate promovido pela Band e pelo Estadão, o candidato do PSD Ronaldo Caiado afirmou que, se eleito, dará maior autonomia aos governadores para definir políticas de segurança pública adaptadas às realidades locais. A proposta coloca o tema da descentralização como peça central de sua ofensiva eleitoral, buscando marcar diferença em relação ao atual governo.
Caiado ainda criticou o tratamento dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tema do ministério da Segurança Pública, afirmando que a questão poderia ter sido resolvida por meio de uma Medida Provisória em vez de aguardar uma PEC. A observação tem dupla intenção: cobrar rapidez na resposta federal e expor, no plano político, uma suposta lentidão ou cálculo institucional da Presidência.
No campo da repressão ao crime organizado, o candidato defendeu classificar facções como crime de terrorismo e prometeu um endurecimento capaz de impedir que criminosos controlem territórios. O discurso duro visa ativar um eleitorado preocupado com segurança, mas também levanta questões práticas e jurídicas sobre como seria implementada essa reclassificação e qual será o papel do Judiciário e do Congresso.
Caiado completou a atuação com crítica à política externa do governo, alegando que Lula tem provocado o presidente dos Estados Unidos ao adotar posturas que, segundo ele, visam capital eleitoral. O conjunto de declarações busca projetar imagem de firmeza e diferenciar o candidato do atual ocupante do Planalto, ao mesmo tempo em que pressiona a narrativa oficial e tenta ganhar tração para 2026.