Em sabatina promovida pelo Correio Braziliense, o candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, criticou o desgaste recente nas relações exteriores do Brasil e anunciou a intenção de devolver ao Itamaraty papel central na definição da política externa. Sem detalhar medidas técnicas, disse que espera recuperar a postura institucional na chefia do Executivo.

Caiado citou episódios como a visita do presidente argentino ao evento do senador Flávio Bolsonaro e os atritos diplomáticos que têm marcado a agenda recente, como sinais de que a condução da política externa se afastou de critérios institucionais. Para o candidato, essa política personalista prejudica a capacidade do país de negociar e atrair investimentos.

A ênfase na retomada da diplomacia econômica busca costurar um discurso com apelo ao eleitor preocupado com emprego e comércio exterior, ao mesmo tempo em que tenta explorar desgaste do atual manejo das relações internacionais. Politicamente, a promessa funciona como crítica indireta ao governo vigente e como aposta em retorno da previsibilidade para o mercado e parceiros.

Especialistas e observadores terão de ver se a retórica será convertida em proposta concreta: restaurar prestígio diplomático exige estratégia, equipe e política externa consistente. Até lá, a fala de Caiado amplia o debate sobre custos econômicos e institucionais do desgaste nas relações internacionais e coloca o Itamaraty no centro da disputa política.