Em evento em São Paulo nesta segunda-feira (17), o pré-candidato do PSD à Presidência afirmou que a solução para o avanço de facções como o PCC e o Comando Vermelho “é nossa” e que os Estados Unidos não podem substituir ações internas. A declaração foi dada após questionamento sobre um eventual apoio norte-americano à classificação das organizações como terroristas.
Caiado voltou a apontar falta de ação do atual governo como fator que permitiu a expansão das facções para países vizinhos. Como alternativa, propôs a criação de uma polícia comum entre as nações que fazem fronteira com o Brasil, argumento usado para justificar maior integração operacional e troca de inteligência regional.
Ao reagir a falas do presidente sobre a criação de um ministério da Segurança Pública, o ex-governador de Goiás criticou a proposta da gestão federal e disse que a criação de uma pasta poderia ser feita por medida provisória, questionando a narrativa oficial sobre competência e responsabilidade na área. A troca de farpas expõe disputa sobre quem tem agenda e resposta concretas para o problema.
Do ponto de vista político, a posição de Caiado cumpre duplo papel: reafirma discurso de soberania e segurança dura para atrair eleitores preocupados com a violência, e ao mesmo tempo explora a percepção de fragilidade do governo na agenda de segurança. A controvérsia sobre a classificação internacional das facções e o debate sobre ministério ou medidas provisórias tende a repercutir no Congresso e na campanha, reforçando a centralidade do tema para 2026 e aumentando a pressão sobre a gestão atual por respostas mais claras e medidas efetivas.