O relator da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, deputado Paulo Azi (União-BA), afirmou ao Correio que vê a aprovação "sem maiores dificuldades". A expectativa ganhou impulso após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumir articulação para acelerar a tramitação e levar o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já na próxima quarta-feira (22).
Na prática, a medida busca vencer a etapa de admissibilidade na CCJ por maioria simples — desde que haja quórum mínimo de 34 deputados — e, em seguida, seguir para comissão especial. O parecer favorável de Azi já foi apresentado, mas a análise teve atraso após pedidos de vista dos deputados Lucas Redecker (PSDB-RS) e Bia Kicis (PL-DF), obrigando o cumprimento do prazo regimental de duas sessões de plenário antes da retomada.
Nos bastidores, a avaliação é de que há vontade política para aprovar a proposta, impulsionada também pela repercussão pública defendida pela presidência da Casa. Parlamentares da oposição, por sua vez, mantêm resistência e apontam caráter "eleitoreiro" à pauta, o que indica disputa política sobre o mérito e o calendário da PEC.
Do ponto de vista político, a mobilização formalizada por Motta tende a reduzir entraves regimentais e comprimir prazos — uma vantagem clara para quem quer ritmo acelerado de votação. Ao mesmo tempo, a estratégia expõe a proposta a críticas sobre intenção política e pode transformar um tema trabalhista em moeda de disputa institucional enquanto se definem comando e relatoria da comissão especial.